Publicado por: caminhandojuntos | 04/08/2011

A ESPERANÇA É JESUS!

“Cristo em vós, a esperança da glória.” (Colossenses 1.27b)

     O contexto do verso acima mostra que a atual presença de Cristo na vida do crente trata-se de um mistério que esteve oculto durante muito tempo, mas que agora foi cumprido; e que Deus quer que esse mistério seja conhecido de todos os povos. Meditemos no verso em questão, observando-o por parte.
     “CRISTO EM VÓS,…” – Assim como Jesus Cristo é o verbo divino que se fez carne, devemos, como crentes, nos esforçar diariamente para sermos carne que se faz verbo divino. Em outras palavras, cada cristão deve ser a expressão da graça de Deus perante os homens. Cada cristão deve viver o evangelho de tal maneira que exale a palavra de Deus em todos os ambientes que frequentar. Isso fica claro na relação que o profeta tinha com a palavra do Senhor: “Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome me chamo, ó Senhor, Deus dos Exércitos.” (Jeremias 15.16). Isso lembra um princípio de nutrição que diz: “Somos aquilo que comemos.”. Esse princípio é perfeitamente aplicável ao nosso espírito. Se temos comido a Palavra cotidianamente, nossa vida refletirá Jesus Cristo, cumprindo com a vontade de Deus que, como já vimos, é revelar Cristo a todas as pessoas. Considerando isso, é importante o cristão se perguntar: Minha vida tem refletido Cristo? As pessoas com quem convivo têm sido edificadas pelo meu testemunho? Com quem ou o quê a minha vida tem se parecido?
     O Senhor Deus quer que Cristo seja manifesto aos homens através do seu corpo, que é a igreja; e a igreja é composta pelos seus membros, ou seja, de cada pessoa verdadeiramente regenerada pelo Espírito Santo. Sendo assim, Deus espera que todo cristão verdadeiro seja o reflexo de seu Filho para salvação de muitos. Se eu, como cristão, não tenho sido um reflexo de Cristo em mim, sou responsável por duas coisas diante de Deus e dos homens:
1) estou em desobediência à vontade de Deus;
2) estou negando oportunidade de salvação a quem convive comigo.

     “…A ESPERANÇA DA GLÓRIA.” – Ter esperança significa acreditar na realização daquilo que se deseja, ou daquilo que foi prometido. Nesse caso, a esperança do crente não é fruto dos seus desejos, mas, antes, da promessa de Deus, que afirma: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.” (Mateus 24.30,31). Todo crente tem convicção de que o Dia da glória do Senhor Jesus Cristo é a mais pura realidade, simplesmente pelo fato de ser uma promessa de Deus e não de homens; e espera ardentemente que esse dia chegue logo! Entretanto, enquanto essa esperança não se concretiza, ele não fica inerte, acomodado; pelo contrário, trabalha avidamente para que outros sejam salvos, glorificando o Senhor em tudo o que diz e faz, e vivendo segundo Seu santo conselho.
     Portanto, todo aquele que crê no evangelho deve viver de forma que sua vida seja receptora e transmissora da graça de Deus em Jesus Cristo; porque A Esperança é Jesus, Justiça de Deus e necessidade dos povos.

Rev. Carlos André.

Publicado por: caminhandojuntos | 16/10/2010

SOBRE A MENSAGEM DA CRUZ

“Se és Filho de Deus, desce da cruz.” (Mateus 27.40b)

     A mensagem da cruz, ao longo dos séculos, tem despertado todo tipo de reação, desfavorável ou favorável. Para o filósofo Nietzsche, por exemplo, a proposta da cruz é o maior crime contra a humanidade, uma vez que impede o ser humano de explorar e desenvolver todo o seu potencial (vontade de potência)censurando-o e ameaçando-o; prejudicando, com isso, o avanço da ciência, das artes, enfim: do que ele chama de espírito livre ou Übermensch (do alemão: super humano; homem superior; super homem). Entretanto, para o apóstolo Paulo, a cruz é escândalo e loucura para quem não entende como a “morte” de Deus, ou do “super homem”, pode servir de parâmetro para inspiração e desenvolvimento da humanidade. O fato é que a cruz de Cristo, por si só, cria um paradoxo de cunho espiritual que tem como objetivo fundamental, revelar o coração de quem para ela olha.

            A frase: “Se és Filho de Deus, desce da cruz.”, esclarece muito bem o dilema, pois é aparentemente ilógico tal paradoxo! Como pode ser Filho de Deus e ao mesmo tempo não ter poder para descer da cruz?  Como a cruz pode se tornar exemplo para a superação do ser humano? “O homem superior, o Messias, não pode acabar assim: vencido, derrotado, impedido de toda sua vontade de potência. Não, esse modelo é fraco; só seria um modelo adequado se descesse da cruz, se a cruz não fosse capaz de aprisioná-lo, mostrando, assim, todo o seu poder!” (exclamariam os sacerdotes que crucificaram Jesus e, por incrível que pareça, Nietzsche também). “Os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gregos.” (exclama o apóstolo Paulo e todas as gerações de cristãos – I Coríntios 1.22).

Como a cruz pode ser exemplo para a superação do ser humano?

     Antes de qualquer coisa, é imprescindível enfatizar que o objetivo primordial da cruz não é a superação, mas   a salvação do ser humano; e salvação no sentido mais supremo: libertando-o dos seus pecados e reconciliando-o com Deus. Não existe possibilidade de superação sem esses dois pré-requisitos; pois o pecado escraviza, estagna e empobrece a alma humana; enquanto Deus é a fonte de toda inspiração, justiça, sabedoria, ciência, dom e talento que sejam bons e dignos! “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” (Tiago 1.17). Logo, salvação precede superação. Sem salvação é impossível superação.

     Sendo assim, ao permanecer na cruz, Jesus Cristo mostrou seu poder: o amor! O amor, sem sombra de dúvidas, é a mola propulsora de toda e qualquer real superação; sabendo disso, a encarnação e crucificação de Jesus Cristo foi o maior ato de amor que alguém já realizou, pois Ele nos ensinou que a maior superação é evidenciada quando, voluntariamente, nossa vida, dons e talentos são usados incondicionalmente para a salvação e superação dos outros; sendo este ato, nossa própria superação. Preferindo o homem que a si  próprio, Jesus Cristo proporcionou condições inigualáveis para que a humanidade atingisse o ápice de seus dons e talentos, isenta de todo tipo de vício alienante.

     Ainda bem que o Senhor Jesus Cristo não aceitou a afronta daqueles espíritos escravizados que em sua ignorância gritavam: “Se és Filho de Deus, desce da cruz.”!

     Disse Ruy Barbosa: “Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser, e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios,…” (trecho da poesia Sinto Vergonha de Mim). Essa poesia ilustra bem que não é suficiente desenvolver os potenciais apenas, mas desenvolvê-los com virtude e dignidade! A mensagem da cruz conduz o ser humano a libertar-se de tudo o que o impede de explorar e desenvolver seus potenciais com virtude e dignidade, ao restaurar-lhe o relacionamento com Deus (a suprema fonte de inspiração e justiça) e libertar-lhe da escravidão do pecado, ou seja: toda espécie de vício que torna medíocre qualquer talento e compromete a saúde das próximas gerações.

     Cristão, não abandone a mensagem da cruz, mas viva-a diária e intensamente para sua própria superação, servindo de inspiração para que outros desejem e façam o mesmo, contribuindo para um futuro verdadeiramente digno, justo e feliz.

“Então disse a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” (Lucas 9.23).

Rev. Carlos André.

Publicado por: caminhandojuntos | 14/01/2010

TRABALHANDO NA CONTRA MÃO, COM A MELHOR DAS INTENÇÕES!

Jesus Cristo classificou o diabo de “pai da mentira”: “Vós pertenceis a vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira.” (João 8.44). Não se pode esquecer, nem por um segundo, que o diabo, em relação ao crente, não elabora mentiras evidentes, mas sutis, subliminares; ele é astuto! “Revesti-vos de toda armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.” (Efésios 6.11).

Temos a Bíblia (uma literatura) como Revelação Especial de Deus; a consideramos divinamente inspirada, porém (exceto os milhares de analfabetos, semi-analfabetos e analfabetos funcionais que nosso país possui) muitos de nós – haja vista líderes cristãos – cometem um erro grave: desconsiderar sua literalidade, caindo fatalmente no desserviço de responsabilizar Deus por palavras e atitudes, proferidas e cometidas por ninguém além de nós mesmos, fornecendo elementos em abundância para o crescimento da repulsa à vida cristã desenvolvida por muitos, infelizmente.

Mas o diabo não despreza a literalidade da Bíblia! Uma das distorções diabólicas da Palavra de Deus é a substituição do Objeto do Verbo. Um exemplo é o texto de Gênesis 1.26a, que diz: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança…”, na prática tornou-se: “Façamos Deus à nossa imagem, conforme a nossa semelhança!”. É daí que o diabo consegue criar toda espécie de idolatria, confusão e divisão; valendo-se da necessidade religiosa e inclinação ao egocentrismo, inerentes ao ser humano; oferecendo-lhe tentadoramente uma religiosidade conveniente que adota deuses forjados pelos caprichos e tendências dos homens. Considerando essa distorção diabólica, é compreensível que certa ala da filosofia afirme que o homem criou deus. Compreensível também é a frase de Nietzsche: “Deus morreu!”. Eles cometeram um erro básico em pesquisa científica, e um erro grave em interpretação bíblica que vem sendo repetido por seus seguidores: basearam-se numa premissa secundária, ou seja: repudiar a vida cristã por causa daqueles que forneceram elementos em abundância para isso; e não nos ensinos do Senhor Jesus, o Cristo.

Outra forma diabólica de distorcer o texto é a inversão do Objeto do Verbo, com o no exemplo a seguir: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22.37 a 39), pervertido no cotidiano para: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o teu próximo de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o Senhor teu Deus como a ti mesmo.”. Aqui, o diabo, cria uma ilusão bem mais sutil do que no caso anterior, porque, sorrateiramente estabelece que amar o próximo é a evidência mais excelente de amor a Deus; quando, na verdade, a evidência mais excelente de amor a Deus é, simplesmente, o amor a Deus! Uma forma de excluir Deus é chamar os valores divinos de valores humanos; sendo, Deus, substituído por deuses que tomem a forma do sistema, visando sua manutenção. Desprezar a natureza, o caráter e a Palavra do Senhor em nome da inclusão, pluralidade, cultura, etc., reduzindo tudo ao que o homem acha justo e bom é, trocando em miúdos, incluir todos a custo da exclusão de um: Deus! “…nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica”. (Tiago 3.14b,15).

Se queremos realmente amar o próximo, devemos ter o Senhor Deus como o primeiro da fila; como o próximo mais próximo! 

Rev. Carlos André.

Publicado por: caminhandojuntos | 12/01/2010

Esperança, Âncora Cristã!

“Pois não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura.”         (Hebreus 13.14)

     Como de costume, vivemos em tempos de instabilidade integral, ou melhor: desintegradora. Essa instabilidade é característica da própria natureza humana; está em sua essência! Biblicamente, aquilo que chamamos de humano, após a contaminação pelo pecado, tornou-se sub-humano. Logo, tudo que ele produz (ciência, cultura, artes…) fatalmente traz essa marca.

     Qual o significado de uma âncora? Não seria manter o barco firme em meio às ondas para não ser levado por elas? A âncora proporciona segurança e estabilidade!!!

     Para muitos, esperança é apenas um termo abstrato, vago e relativo; entretanto, para a sabedoria cristã ela é como uma âncora (símbolo da esperança cristã) por uma razão básica: confiança! Confiança no caráter infalível de Deus; confiança nas promessas de Deus (especialmente as que se referem à volta do Senhor Jesus Cristo); confiança em que não pertencemos a este mundo. Vamos por parte…

     CARÁTER INFALÍVEL DE DEUS – Não devemos basear nossa esperança na engenhosidade humana, pois já está provado que esta é dominada pelo pecado e, por isso, não consegue (por si só) se afastar totalmente da corrupção, seja em aspectos ou graus diferentes. Todos os que fundamentam sua confiança na “evolução” humana está se iludindo e fadado à decepção. Em Hebreus 13.5b,6 está escrito: “Não te deixarei, nem te desampararei. Assim, com confiança, ousemos dizer: O Senhor é o meu auxílio; não temerei. O que me  poderá fazer o homem?”. Confie no Senhor, porque seu caráter não se altera jamais!

     PROMESSAS DE DEUS – As promessas de Deus (e não dos homens) nos dão plena paz, simplesmente pelo fato de sua natureza ser infalivelmente fiel! Somente uma âncora forte e eficiente pode tornar a viagem segura! A volta de Cristo é a principal promessa que compõe essa âncora.

     “Pois o mesmo Senhor descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas  palavras.” (I Tessalonicenses 4.16 a 18). Se o deus de alguém não pode fazer com que esse “absurdo” aconteça, então ele é fraco, não serve para âncora.

     NÃO SOMOS DESTE MUNDO – Dizem que há duas coisas básicas para se realizar uma viagem: de onde se parte, e para onde se quer ir. Se há algo que torna a viagem insegura e, praticamente, irrealizável, é a falta de bússola! Se você não é crente, qual tem sido a sua bússola? A bússola do crente é a Palavra de Deus, ela diz: “Eles não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (João 17.16). Aqui há um roteiro claro de nossa viagem na vida! O fato do crente não ser deste mundo indica que ele está aqui como viajante, forasteiro, estrangeiro; misteriosamente retornando à sua verdadeira pátria, onde estão suas raízes. Não quer dizer necessariamente que ele ignore este mundo, mas que nunca esqueça de que pertence ao reino inabalável de Deus para que possa contribuir efetivamente com este mundo. Se existe crente que se torna indiferente a este mundo, está errado! Porque Jesus Cristo, nosso Mestre, foi o maior humanista (na plenitude do termo) que a terra já conheceu!

     Esperança e confiança são inseparáveis! A esperança acaba quando não existe mais no que confiar.

“Porque na esperança somos salvos.

Ora a esperança que se vê não é esprança;

pois o que alguém vê, como o espera?”

(Romanos 8.24).

Rev. Carlos André.

Publicado por: caminhandojuntos | 12/01/2010

Bíblia, Revelação Especial de Deus!

“E, começando por Moisés, e todos os profetas,

explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.”

(Lucas 24.27)

     A primeira revelação de Deus, também conhecida como Revelação Natural, está na criação: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” (Salmo 19.1; veja também Romanos 1.19,20). Logo, a natureza não deve ser adorada, e sim, contemplada e  preservada. A adoração pertence exclusivamente ao seu Criador!

     Entretanto, nos interessa nesta pastoral, a Bíblia, Revelação Especial de Deus! Além de Lucas 24.27, também pode-se conferir II Timóteo 3.16, II Pedro 1.21. Enquanto na Revelação Natural encontramos a revelação de Deus-Pai, Criador Onipotente e Maravilhoso; na Revelação Especial temos a manifestação do Redentor, Jesus Cristo! “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nesses últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas, pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a  purificação de nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas…” (Hebreus 1.1-3).

     É profundamente belo observar o interesse que Deus tem por cada um de nós e experimentar o seu amor. É impossível não lhe ser grato, uma vez considerando que toda a criação foi terrivelmente prejudicada pela entrada do pecado – “E a Adão disse: Portanto deste ouvidos à voz da tua mulher; e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela: maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá… (Gêneses 3.17,18a). Por isso: “…sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.” (Romanos 8.22,23). Significa que a redenção do cosmos – não somente da humanidade – está em Deus; que por seu Filho, Jesus Cristo, diz: “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas.” (Apocalipse 21.5a).

 Rev. Carlos André.

Publicado por: caminhandojuntos | 22/12/2009

PAZ COM DEUS?!

“Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus,

por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5.1).

          Ouve-se falar demasiadamente na importância do alcance da paz entre indivíduos e nações; agora, paz com Deus?! Desde quando estou ou estamos em conflito com Ele? Talvez por essa pressuposição pouco ou nada se ouve sobre a importância da paz com Deus! Pode ser também porque muita gente ignore o fato de que, segundo as Escrituras, estamos separados de Deus por causa dos nossos pecados – “Porque todos pecaram e separados estão da glória de Deus.” (Romanos 3.23). Outros ainda, absurdamente, acham que se justificam dissimulando a verdade quando mecanicamente pronunciam: “Deus é amor!” apenas para permanecerem pecando.

          Não podemos fazer nada para reverter tal maldição. Espiritualidade sadia, ética refinada, boas obras, são exemplos de conseqüências da salvação, e não de sua causa. Não somos salvos por essas coisas, mas para essas coisas. Logo, o salvo esforça-se com sinceridade e zelo para praticar tais virtudes, porém, nem todo que pratica tais virtudes é salvo. Conseguintemente, basear-se no velho ditado: “Estou pagando meus  pecados!”, é pura ilusão, pois se alguém pudesse pagar os seus pecados, para que Jesus Cristo foi  sacrificado? Não foi por causa desse dilema que Deus enviou seu Filho ao mundo? (ver João 3.16) Para muitos essa verdade bíblica é inaceitável porque não conseguem admitir que nada podem fazer, que são impotentes em relação a esse problema; insistem em ter algum mérito por sua salvação, até criam e abraçam religiões que lhes atribua auto-justificação; revelando nada além de seu orgulho vão.

          Contudo, a boa notícia é que existe solução para esse terrível problema! A fé em nosso Senhor Jesus Cristo nos justifica (apaga nosso pecados) perante Deus e estabelece a paz com Ele, conforme Romanos 5.1. A palavra de Deus afirma categoricamente: “…mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.” (Hebreus 9.26b). Simples como beber água! Precisamos ser justificados pela fé, mas não uma fé cega, generalizadora, relativista ou semântica; e sim, uma fé bem definida, clara e objetiva: a fé em Jesus Cristo como nosso único e suficiente Salvador e, jamais se esqueça: Senhor!

          “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens.” (Lucas 2.14). Essa foi a expressão usada pelo anjo e uma multidão dos   exércitos celestiais pelo nascimento de Jesus Cristo; porque Ele veio glorificar a Deus-Pai, estabelecer a paz na terra demonstrando sua boa vontade para com os homens. Por essa razão celebremos o Natal de Jesus Cristo com profunda gratidão a Deus e com toda alegria do nosso coração! Aleluia!!!

Rev. Carlos André.

Publicado por: caminhandojuntos | 12/12/2009

A PROFECIA SOBRE O MESSIAS

“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gêneses 3.15).

     Ao longo de todo o Antigo Testamento observamos trinta e oito profecias sobre o Messias, a começar do primeiro livro, o Gêneses, e todas elas se cumpriram em Jesus de Nazaré, conforme registra o Novo Testamento.

     Desde que o homem escolheu dar ouvidos às distorções de Satanás sobre a Palavra de Deus, o pecado teve acesso à toda criação e com ele veio a morte. A morte nada mais é do que a separação da criatura do seu Criador. No momento em que alguém prefere o pecado, está separada de Deus, portanto, está morta espiritualmente (independente de sua religião ou ética), e nem se dá conta disso, obviamente porque um morto não pode ter consciência de sua condição. É semelhante à conhecida experiência da Rã na Chaleira (George Barna), que, se colocada numa chaleira com água fervente, ela rapidamente pulará fora, ao sentir que o ambiente à sua volta é hostil. Porém, se colocada numa chaleira cheia de água à temperatura ambiente que vagarosamente vai sendo aquecida até que ela ferva; surpreendentemente a rã permanecerá na água até morrer cozida, pois seu organismo tem facilidade para se adaptar. O ser humano tem facilidade para adaptar-se ao pecado adotando sofismas e subterfúgios vãos, e Satanás sabe muito bem disso. Foi utilizando essa nossa tendência que ele corrompeu nossos primeiros pais (Adão e Eva) e tem corrompido todos aqueles que ignoram a realidade do pecado e do próprio Satanás.

     Tem crescido cada vez mais o número dos chamados cristãos nominais (sem compromisso com o evangelho); uma das características que eles carregam é não levar o pecado à sério. Esquecem-se de que o pecado é algo tão sério para Cristo que a causa de seu sacrifício não foi outra senão nossos pecados (I Coríntios 15.3). Sendo assim, todo cristão verdadeiro precisa levar o pecado à sério, de outra forma estará diminuindo a obra do seu Salvador.

     Costumeiramente destacamos o castigo que Deus inferiu sobre Eva e não percebemos que tal castigo não é aniquilador, mas restaurador, pois, apesar de Eva ter cedido à tentação elaborada inteligentemente por Satanás, percebe-se que Deus a torna participante da obra de restauração da humanidade, por dois aspectos: inimiga da serpente e geradora de sua derrota, como vemos em Gêneses 3.15. Isso seria (e já foi) pela sua linhagem (descendência) de onde viria (e já veio) aquele que inferiria (e já inferiu) o golpe final contra Satanás. O Messias, Jesus de Nazaré, é o cumprimento da profecia referida em Gêneses 3.15! Ele veio desfazer as obras assassinas de Satanás sobre os ignorantes e, por isso, presas fáceis, do mesmo modo que um povo sem acesso à educação (conhecimento) fica bem mais vulnerável à manipulação de exploradores; haja vista: “Aquele que vive na prática do pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio.” (I João 3.8a). Parodiando: Aquele que vive na ignorância sobre Deus já está dominado pelo Diabo, porque o pecado é o traço característico dele. Graças a Deus que “Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. (I João 3.8b). Creia, entregando sua vida a Jesus Cristo, seu Salvador.

Rev. Carlos André.

Publicado por: caminhandojuntos | 03/10/2009

Rute, a companheira leal

O que significa a palavra companheira? É, em síntese, toda pessoa que compartilha sua vida com outra. Rute não era uma companheira qualquer, porque ela não compartilhou apenas parte de sua vida com Noemi, mas toda sua vida! Quem não deseja tal companheirismo? Ainda mais nos dias atuais onde, infelizmente, o número de pessoas solitárias e abandonadas cresce vertiginosamente para nossa vergonha.

            Rute foi uma companheira leal porque compartilhou seu sucesso - Está cada vez menos raro encontrar pessoas ingratas e desleais que, ao experimentarem sucesso, esquecem-se dos seus. Não é à toa que a Bíblia diz: “Mas, se alguém não cuida dos seus, e principalmente dos da sua família negou a fé, e é pior do que o infiel.” (I Timóteo 5.8). Não foi o caso de Rute, pois, sendo seu dia de trabalho imensamente produtivo, lembrou-se de Noemi, trazendo-lhe alimento com fartura; demonstrando cuidado e carinho pela idosa (v.18). Para termos uma idéia do sucesso que Rute obteve, o verso 17 informa que ela colheu um efa (medida) de cevada, o equivalente a 28l ou 13,5Kg. Normalmente cada respigueiro colhia, por dia, um ômer (décima parte de um efa), quantidade suficiente para alimentar uma pessoa pelo período de um dia. Logo, um efa daria para alimentá-las por cinco dias. Significando que o lucro do trabalho de cinco dias foi obtido em apenas um; evidenciando um futuro bastante promissor, uma vez que o espaço de tempo entre as colheitas da cevada e do trigo era de dois meses!

            Rute foi uma companheira leal porque compartilhou sua amizade – Amizade é muito mais do que dividir do que temos; é doar o que somos! Quantos filhos não têm necessidade de nada, exceto da companhia dos pais? Quantos casais gastam suas vidas priorizando patrimônio ao invés de relacionamento? Vemos que dos versos 19 a 22 acontece uma conversa espontânea e revigorante entre Noemi e Rute. Ela começa com uma pergunta de Noemi: “Onde colheste hoje, e onde trabalhaste?” (v.19). Noemi ficou tão impressionada com o desempenho de Rute que ficou curiosa para saber o que havia acontecido. Todo diálogo trás em si o sentimento de atenção, dignidade e cuidado. No caso de Noemi e Rute, trouxe também esperança (v.20)! Essas virtudes não podem ser compradas ou vendidas, e são muito mais importantes que bens materiais. Uma criança só precisa de um abraço para se sentir protegida por um super-herói. Um idoso carece apenas de alguém que ouça, interaja e valorize suas histórias recontadas constantemente. Não é caro, complicado, nem difícil fazer as pessoas felizes; basta amá-las. Aquela dupla de mulheres pobres e desamparadas tinha muito mais a dar do que podia imaginar; possuía riquezas que o mais rico dos homens gostaria de ter. E sobre elas se cumpria a palavra de Deus que declara: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.” (Romanos 8.28)

Rev. Carlos André.

Publicado por: caminhandojuntos | 07/09/2009

É tempo de amar, despertar e reagir!

Estamos vivendo em uma época onde tudo o que era imoral está sendo defendido como correto. E para reforçar essa tendência, tudo o que era digno está sendo agressivamente chamado de hipocrisia. É uma grotesca e violenta perversão! É a exaltação exacerbada da cultura da libertinagem, pela qual o ser humano sempre se deixou seduzir, rebaixando-se a níveis de depravação dignos de profunda compaixão.
O pano de fundo ideológico que tem proporcionado tal aberração é, na verdade, uma imensa colcha de velhos e mofados retalhos formada por uma avalanche de informações da qual grande parte de intelectuais se embriagam com sua própria vaidade produzindo um cenário de confusão e caos social, deixando a sociedade totalmente intoxicada e, portanto, tão doente quanto eles próprios; e o que é pior: ninguém pode ser responsabilizado, enquanto milhares morrem por seguirem tais lunáticos. Nessa bagunça se destaca a apropriação tendenciosa do secularismo, adaptado ao egoísmo voraz dos que o distorcem a ponto de parecer defensor de tamanho declínio moral. Toda interpretação motivada pelo egoísmo adultera a essência e produz destruição.
O secularismo é um sistema filosófico que busca excluir do destino do homem qualquer idéia religiosa (Dicionário Caldas Aulete), criando o regime secular ou laico. Interessante notar que esse regime não excluiu realmente a religião (haja vista que a religião é inerente ao ser humano), mas a separou do Estado, graças a Deus! Isso, em hipótese alguma, elimina a importância da moral, apenas a coloca – em tese – à parte do discurso religioso; o que, na prática, é falso porque todo indivíduo carrega consigo sua religião seja qual for a função que exerça; portanto, a separação é entre Estado/instituição religiosa e não Estado/cidadão. Mas, o que é moral e quais os critérios para seu reconhecimento e estabelecimento? Falar de moral tem sido um assunto muito arriscado atualmente, é quase proibido. Apesar de tudo, poderíamos resumir que moral é parte da filosofia que trata dos costumes, deveres e modo de proceder dos homens para com outros homens. Logo, a moral existe para proporcionar a qualidade da vida em sociedade, por isso não deve ser estabelecida pelas preferências e caprichos individuais; a moral deve ser fruto de tudo que realmente preserve a vida em comunidade. Não podemos por em risco toda uma sociedade por causa de preferências particulares. Não pode haver sociedade sem regras formuladas sobre os possíveis impactos sociais dos atos individuais ou coletivos; e não simplesmente sobre os desejos e tendências. Surpreendentemente, isso acontece quando se invertem os critérios, quando a exceção é viciosamente estabelecida como regra, independente das conseqüências. Exemplos de tais excentricidades são: liberação das drogas (Europa); liberação do sexo explícito ao ar livre (Holanda); liberação do aborto (EUA); supremacia do homossexual sobre o heterossexual com o projeto de lei anti-homofobia (PLC 122/06 – Brasil), também conhecida como lei da mordaça gay; classificada apropriadamente pelo filósofo brasileiro, Olavo de Carvalho, como ampliação metafórica, irracional, criminosa e estupidificadora (www.youtube.com/watch?v=RzpVKkYfKR8) por proibir qualquer um que discorde. Ao tempo em que os GLBTs (gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis) podem estereotipar indiscriminadamente os heterossexuais discordantes de hipócritas e promotores da violência. Aquilo que parece justo, não passa de uma estúpida violência à democracia. Nós batistas tradicionalmente defendemos o princípio da liberdade de consciência; implica em que todo ser humano deve ser amado, respeitado e ter direito a exercer sua liberdade de escolha, até porque cada um é responsável por si perante Deus (Romanos 14.12); entretanto, isso não confere a ninguém o direito de negar o direito do semelhante. Todo ato de violência contra homossexuais deve ser reprimido pela lei; porém confundir violência com oposição ideológica é, no mínimo, grosseiro. O direito de livre consciência e expressão é inviolável (Constituição da República Federativa do Brasil, Art 5º, IV, VI, VII, VIII, IX); lembrando que a lei não retroage para prejudicar.
Nossa insana contradição é óbvia: observe que a despeito do flagelo do vírus HIV, a indecência e a pornografia nunca foram tão toleradas e difundidas. Por outro lado, aqueles que ainda têm coragem e disposição para lutar em defesa da decência são pressionados e ridicularizados esmagadoramente (em particular) e pela mídia (em geral). Outro exemplo, são as péssimas campanhas em prol do uso do preservativo (agora um “mal necessário”). “Quem ama usa”, diz uma das bem intencionadas frases de impacto. Todavia, o fato é que o ser humano tornou o sexo inseguro ao reverenciar a promiscuidade e vulgarizar o amor a ponto de esvaziá-lo completamente de sua essência; quando, na verdade, temos que admitir que quem ama é fiel!
Afinal: quem são os maiores responsáveis pela disseminação da AIDS, porventura não são os incontinentes promíscuos? São campanhas que buscam preservar a vida através da manutenção da imoralidade. Vale tudo pelo sexo!… até perverter os princípios fundamentais da vida.
Será essa aberração, exemplo de sociedade evoluída? A teórica evolução das espécies está involuindo? Estamos voltando a ser primatas? Reduzidos a instinto e libido? Isso nos levará à extinção! A história já provou que a religião pode ser manipulada para servir a interesses oligárquicos; o secularismo também tem sido usado por muitos para o mesmo fim.

“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com suas filosofias e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.” (Colossenses 2.8)

Rev. Carlos André.

* Literatura recomendada: BAY, Davi. A Normalização das Perversões Sexuais.

Publicado por: caminhandojuntos | 21/08/2009

Entre o Verdadeiro e o Falso

       O estrago que um falso profeta produz é bem maior que imaginamos! Comumente cometemos o erro de reduzir o efeito devastador de sua ação quando destacamos apenas a extorsão de bens materiais; o que é de se esperar, já que vivemos numa sociedade extremamente materialista. Porém, o falso profeta, além de roubar bens materiais, adultera a ética e, o mais importante, desencaminha o espírito.
       Permita-me trabalhar com um conceito mais amplo sobre o falso profeta: é todo aquele que distorce a verdade para fins egoístas, desviando os ingênuos da direção correta. Ele consegue isso se disfarçando de cientista, político, médico, professor, policial e, principalmente (é claro), de cristão. Seu objetivo é devorar!
       Sua fome voraz e insaciável por bens materiais alheios especialmente através da manipulação inescrupulosa da linda, socialista e mal entendida doutrina do dízimo é evidente e dispensa qualquer comentário. Digo socialista, porque não existe forma mais excelente de demonstrar desapego material e superioridade ao capital como a de contribuir liberal e voluntariamente com causas humanitárias e, por isso, divinas. A pessoa de visão limitada e cativada pelo materialismo descuida mortalmente dos bens éticos e espirituais. Sendo assim (guardando as devidas proporções), por incrível que pareça, o maior prejudicado não tem sido o dizimista, mas aquele que – por causa dos falsos profetas – se torna eticamente generalizador e, inevitavelmente, intolerante; e o que é pior: espiritualmente, se afasta da mensagem salvadora de Jesus Cristo deixando sua alma em perigo extremo.
       Não permita que o falso profeta lhe explore materialmente; todavia, com o mesmo zelo e determinação, jamais deixe que ele destrua sua sensatez e impeça seu relacionamento com Deus e com seu próximo, especialmente se esse próximo for um cristão autêntico. Estas, com certeza, seriam perdas bem maiores que aquela!

“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas,
mas por dentro são lobos devoradores.”
(Mateus 7.15).

Rev. Carlos André.

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