“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gêneses 3.15).
Ao longo de todo o Antigo Testamento observamos trinta e oito profecias sobre o Messias, a começar do primeiro livro, o Gêneses, e todas elas se cumpriram em Jesus de Nazaré, conforme registra o Novo Testamento.
Desde que o homem escolheu dar ouvidos às distorções de Satanás sobre a Palavra de Deus, o pecado teve acesso à toda criação e com ele veio a morte. A morte nada mais é do que a separação da criatura do seu Criador. No momento em que alguém prefere o pecado, está separada de Deus, portanto, está morta espiritualmente (independente de sua religião ou ética), e nem se dá conta disso, obviamente porque um morto não pode ter consciência de sua condição. É semelhante à conhecida experiência da Rã na Chaleira (George Barna), que, se colocada numa chaleira com água fervente, ela rapidamente pulará fora, ao sentir que o ambiente à sua volta é hostil. Porém, se colocada numa chaleira cheia de água à temperatura ambiente que vagarosamente vai sendo aquecida até que ela ferva; surpreendentemente a rã permanecerá na água até morrer cozida, pois seu organismo tem facilidade para se adaptar. O ser humano tem facilidade para adaptar-se ao pecado adotando sofismas e subterfúgios vãos, e Satanás sabe muito bem disso. Foi utilizando essa nossa tendência que ele corrompeu nossos primeiros pais (Adão e Eva) e tem corrompido todos aqueles que ignoram a realidade do pecado e do próprio Satanás.
Tem crescido cada vez mais o número dos chamados cristãos nominais (sem compromisso com o evangelho); uma das características que eles carregam é não levar o pecado à sério. Esquecem-se de que o pecado é algo tão sério para Cristo que a causa de seu sacrifício não foi outra senão nossos pecados (I Coríntios 15.3). Sendo assim, todo cristão verdadeiro precisa levar o pecado à sério, de outra forma estará diminuindo a obra do seu Salvador.
Costumeiramente destacamos o castigo que Deus inferiu sobre Eva e não percebemos que tal castigo não é aniquilador, mas restaurador, pois, apesar de Eva ter cedido à tentação elaborada inteligentemente por Satanás, percebe-se que Deus a torna participante da obra de restauração da humanidade, por dois aspectos: inimiga da serpente e geradora de sua derrota, como vemos em Gêneses 3.15. Isso seria (e já foi) pela sua linhagem (descendência) de onde viria (e já veio) aquele que inferiria (e já inferiu) o golpe final contra Satanás. O Messias, Jesus de Nazaré, é o cumprimento da profecia referida em Gêneses 3.15! Ele veio desfazer as obras assassinas de Satanás sobre os ignorantes e, por isso, presas fáceis, do mesmo modo que um povo sem acesso à educação (conhecimento) fica bem mais vulnerável à manipulação de exploradores; haja vista: “Aquele que vive na prática do pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio.” (I João 3.8a). Parodiando: Aquele que vive na ignorância sobre Deus já está dominado pelo Diabo, porque o pecado é o traço característico dele. Graças a Deus que “Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. (I João 3.8b). Creia, entregando sua vida a Jesus Cristo, seu Salvador.
Rev. Carlos André.